Alexandre Bartoli – Psicólogo para Brasileiros no Exterior

Seu domingo começou, mas sua cabeça já está na segunda feira

Ô, sô! Tem base um negócio desse? O domingo mal começou direito, o café ainda tá no bule, e a gente já tá aqui matutando o deploy de amanhã como se a segunda-feira já tivesse dado o boot.

Cê tá ali, calminho, com um pão de queijo na mão, mas a cabeça já “arredou” pro escritório virtual. O corpo tá no sofá, mas o pensamento tá lá no meio daquela daily que nem aconteceu, tentando adivinhar qual “trem” vai dar erro na sprint que vem chegando.

A gente chama isso de ficar “on call” mental, sabe?. É como se o nosso sistema não desligasse nunca, ficasse ali processando em segundo plano, gastando uma energia danada pra tentar prever o futuro. Pra quem mora longe, tipo no Canadá ou em Portugal, esse overload de contexto é ainda mais puxado, porque a gente fica ali, entre o fuso horário de lá e a saudade de cá, tentando dar conta de tudo sozinho.

Muitas vezes a gente tenta racionalizar, né? Pensa que é só ser produtivo, que é “coisa da área”. Mas ó, trabalhar em modo de emergência o tempo todo não é normal não, viu?. O cérebro da gente não é servidor pra ter 99.9% de uptime sem nunca precisar de uma manutenção de verdade.

A vida não é só esse backlog infinito que a gente carrega nas costas. Às vezes, o melhor “debug” que a gente pode fazer é simplesmente sentar, passar um café com calma ( de preferência no coador de pano ) e entender que a gente é gente, não é script de entrega.

Talvez valha observar há quanto tempo você não aproveita um domingo sem aquela culpa chata de não estar produzindo. Quando o cansaço vira esse peso constante, procurar um apoio especializado pra quem vive nessa pressão da tecnologia pode ser uma boa possibilidade.

Se esse sentimento de estar sempre ligado na tomada faz sentido pra você, a gente pode sentar e prosear um bocado sobre isso.

Sair da versão mobile